O Abraço

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O ABRAÇO

Estudos têm revelado que a necessidade de ser tocado é inata no homem.

O contato nos deixa confortáveis e em paz.

O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse: "o abraço é o melhor tratamento para a depressão."

Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado.

Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que você se sinta mais jovem e mais vibrante. No lar, um abraço todos os dias reforça os relacionamentos e reduzirá significativamente os atritos.

Helen Colton reforça esse pensamento "quando a pessoa é tocada a quantidade de hemoglobina no sangue aumenta significativamente.

Hemoglobina é a parte do sangue que leva o suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro. O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo, no caso de alguma enfermidade."

É interessante notar que reservamos nossos abraços para ocasiões de grande alegria, tragédias ou catástrofes. Refugiamo-nos na segurança dos abraços alheios depois de terremotos, enchentes e acidentes. Homens, que jamais fariam isso em outras ocasiões, se abraçam e se acariciam com entusiasmado afeto depois de vencerem um jogo ou de realizarem um importante feito atlético. Membros de uma família reunidos em um enterro encontram consolo e ternura uns nos braços dos outros, embora não tenham o hábito dessas demonstrações de afeição.

O abraço é um ato de encontro de si mesmo e do outro. Para abraçar é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro. Por isso, é fácil abraçar uma pessoa estimada e querida. Mas se torna difícil abraçar um estranho. Sentimos dificuldades em abraçar um mendigo ou um desconhecido. E cada pessoa acaba por descobrir em sua capacidade de abraçar seu nível de humanização, seu grau de evolução afetiva.

É natural no ser humano o desejo de demonstrar afeição. Contudo, por alguma razão misteriosa ligamos ternura com sentimentalidade, fraqueza e vulnerabilidade.

Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem.

O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e ter valor. É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe. Pense nisso!

Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho?

Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais?

Quando você encontra um amigo, costuma cumprimentá-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal?

A emoção do abraço tem uma qualidade especial.

Experimente abraçar mais.

Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva.

Que tal experimentar a terapia do abraço?

Fonte: "A importância do abraço" " adaptação do texto do Prof. Jorge Luiz Brand, parapsicólogo, bacharel em psicologia e Rolando Toro Araneda (biodança, coletânea de textos)

Nagualismo

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O QUE É NAGUALISMO?

Nagualismo é um conjunto de conhecimentos práticos que visam aumentar a nossa energia afim de podermos aumentar a nossa capacidade de percepção e de consciência. Tal aumento da energia também promove saúde, bem-estar, magnetismo, sorte ( poder pessoal ) e uma postura forte e equilibrada diante dos desafios da vida.

O termo nagualismo é uma expressão cunhada por Don Juan Matus, mestre de Carlos Castaneda, para definir o conhecimento ligado a linhagem de xamãs-guerreiros do qual faziam parte.

Carlos Castaneda trouxe à publico tal conhecimento, mas o conhecimento que veio à luz é apenas parcela, uma generosa parcela, de uma estrutura bem mais complexa. Em sua obra Poder do Silêncio, Carlos Castaneda nos fala que o nagualismo consiste em 21 cernes abstratos e nessa mesma obra estão delineados apenas 6 cernes. Por aí podemos deduzir a complexidade que envolve o nagualismo.

O conhecimeno prático revelado por Castaneda e suas companheiras, por xamãs como Don Miguel Ruiz, em comparação com outros conhecimentos afins revelam um quadro belo e portentoso.

Percebemos nítidas afinidades entre o Nagualismo e o Taoísmo, entre o Nagualismo e o conhecimento do Quarto Caminho, entre o Nagualismo e a filosofia Tântrica, entre o Nagualismo e determinados ramos do Budismo, entre o Nagualismo e Thelema .

Reconhecemos também a singularidade do Nagualismo. Em nenhuma outra escola esotérica encontramos por exemplo o conceito de ponto de aglutinação ou a formulação energética do ser humano como uma bolha de luz e energia, pelo menos se formos considerar isso com relação ao conhecimento esotérico que veio de alguma forma à público.

A concepção de que o centro de energia do alto da cabeça está sob estado de sítio também é própria da visão do Nagualismo. Essas semelhanças e singularidades legitimam um conhecimento, pois indicam que iniciados de outras escolas chegaram as mesmas formulações ao percorrerem o caminho e ao fazê-lo perceberam determinadas coisas que os outros não viram ou viram e não se aprofundaram pois o conhecimentto de fato é vastíssimo, infinito mesmo.

Nagualismo vem de nagual. Nagual é uma palavra que tem múltiplos significados. Pode designar um líder de um grupo de xamãs-guerreiros, líder definido pela sua configuração energética específica.

Um nagual é um ser que tem energia extra, duplicada. Enquanto um não-nagual possui uma bolha de energia dividida em dois compartimentos, o nagual possui como que uma bolha de energia dupla, com quatro compartimentos. Por ter energia extra o nagual é naturalmente um líder, pois sua energia permite à ele ou ela uma conexão mais intensa com o Intento. Segundo Don Juan o homem é um nagual apenas por poder refletir melhor o Infinito, mas o elo com o nagual humano é apenas eventual, nosso elo verdadeiro é como o Espírito, com o Abstrato. Contudo é interessante notar como a configuração dupla de um nagual, que sempre vem aos pares, macho e fêmea, espelha o signo do Infinito.

Nagual também é a designação para o Intento, o Abstrato, A Águia, O Infinito, uma força impessoal que permeia todas as coisas expressando-se através de leis cósmicas ou universais, é por si mesma indefinível .

O Intento e o Tao parecem ser a mesma força. Nagual é de outra maneira visto como o outro, o sósia, o corpo energético. O corpo energético é um corpo forjado através da disciplina e que nos permite expressar-nos em outras camadas da cebola, além da realidade comum ou ordinária.

No nagualismo o sonho é visto como uma porta para adentrarmos em outras realidades e o veículo para tal viagem de percepção é o corpo energético.

No nagualismo existem muitas realidades, o universo é um multiverso , a realidade que vivemos no dia à dia não é a única possível.

O nagualismo de certa forma é um conjunto de práticas que visam formar um corpo de energia para podermos adentrarmos em outras realidades.

O nagualismo por ser uma disciplina prática ou um conjunto de conhecimentos práticos é um conhecimento aberto a incorporar novidades de acordo com o tempo. É um sistema aberto, vivo , pragmático de conhecimento. Não é uma doutrina ou um conjunto de dogmas. Não é uma religião. Não há Deus ou Deuses a serem adorados ou reverenciados como seres superiores. Há o Intento, o Tao, a Divindade como força da qual todos fazemos parte, da qual somos expressão direta, da qual somos manifestação efetiva.

Assim o Nagualismo pode entender a afirmativa thelêmica : Não há Deus além do Homem. Mas o contrário também pode ser verdadeiro: Não há Homem além de Deus. Nagual também pode significar o desconhecido, em oposição ao conceito de tonal, o conhecido. O tonal é tudo aquilo que pode ser definido, descrito.

O nagual é tudo aquilo que foge à descrição, a conceituação. Tonal é a nossa pessoa social, nosso corpo, algo que tem começo e fim. Já o Nagual não tem começo ou fim, é eterno. Assim o termo nagual é rico em sua abordagem, multifacetado, misterioso, complexo. Interessante é refletir na idéia de que o tonal e o nagual sendo opostos também são complementares e que um emerge do outro. Para onde vai o tonal ou de onde vem o tonal, já que ele tem começo e fim ? Do nagual. O nagual pode tornar-se tonal de certa forma quando o desconhecido torna-se conhecido. Assim um engendra o outro tal como no simbolo do Tao e seus pares de opostos : Yin e Yang.

O Nagualismo e o Taoísmo possuem profundas afinidades.

No Nagualismo temos o conceito de agir por agir, agir sem esperar resultados. No Taoísmo temos o conceito de wu-wei ( não-ação ). Encontramos conceitos semelhantes no Budismo e sua ação segundo o dharma e na Karma-Yoga ou Yôga da Ação . Acreditamos que as tradições afins podem aprender umas com as outras.

O Nagualismo e o Taoísmo parecem ter vindo de um tronco comum. Na história da linhagem de Don Juan houve uma nagual chamado Lujan, um artista marcial chinês, que deu grandes contribuições ao nagualismo, associando passes mágicos e a arte macial da tradição oriental ( Kung Fu, Tai Chi, Chi Kung). Qualquer praticante de uma dessas artes nota de imediato à semelhança à ponto de um mestre de Tai Chi certa vez ter me perguntado várias vezes se eu era praticante de Tai Chi em minha primeira aula, tendo apenas praticado Passes Mágicos por 3 anos.

O próprio Castaneda estimula a prática de Kung Fu como uma forma do praticante de Tensegridade aperfeiçoar sua arte. O mesmo Castaneda foi certa vez tratado e curado por um mestre em Kung Fu. Acreditamos que um praticante por ser um ser pragmático e não um seguidor de doutrinas tem muito à ganhar se for capaz de ter a flexibilidade , a fluidez para aprender através de diferentes tradições colhendo aquilo que é útil para atingir a meta da liberdade de percepção através de técnicas que propiciem uma acumulação e canalização da Energia.

O Nagualismo assim é um método prático e aberto que visa aumentar o nosso poder pessoal para irmos além dos limites perceptivos que nos foram impostos.

O Nagualismo é incompatível com o fanatismo sob todas as suas formas e incongruente com seguidores em sua dependência dos passos alheios. Alguém que de fato seja um praticante, num processo contínuo de acumulação de energia, nunca poderá ser vítima da armadilha fanática.

O Nagualismo enquanto conjunto de conhecimentos práticos, através do nagual Carlos Castaneda, nos apresenta algumas ferramentas para o desenvolvimento do poder pessoal e do incremento de nossa energia : O Caminho do Guerreiro ( um modo de vida ou estilo de ser ) Tensegridade ou Passes Mágicos, Recapitulação, Caderno de Navegação, Silêncio Interior, Uso dos Pequenos Tiranos, Sonhar, Espreitar.

Todas essas ferramentas interagem de uma forma tal a produzir uma transformação pessoal.

Deixamos de viver como homens e mulheres comuns, meros escravos da ordem social, para nos tornarmos guerreiros e guerreiras capazes de viver o sonho, o mito da liberdade total.

Viver o sonho não é viver um mundo de fantasia, mas sermos capazes de efetuar uma revolução interna, pessoal, uma revolução da percepção, aqui e agora, em nossas vidas, através de atos concretos, atitudes reais, que constroem um tonal forte, um corpo forte, uma mente sadia, uma vida equilibrada, onde a meta é SER livre das amarras que nos foram impostas, amarras feitas de medo, culpa, preocupação com o que os outros vão pensar, conceitos ilusórios, que não nos permitem utilizar o poder incalculável que há em nossas mãos para adentrarmos em outras realidades e não sermos uma presa fácil num universo que o nagualismo compreende como predatório.

O aumento da energia ou da consciência implica em lutas para superarmos nossos limites e sempre que aumentamos nossa força , algo no imenso desconhecido reconhece o aumento e nos coloca em xeque. Isso por exemplo fica claro no Arte do Sonhar de Castaneda quando de seu embate com os seres inorgânicos.

Aliás, não é à toa que o Nagualismo, que também pode ser definido como o Caminho do Guerreiro, tem esse nome. O processo de evolução da percepção é um esforço consciente, que demanda grande luta, disciplina e atenção, um embate feroz para superarmos as nossas fraquezas e limites, mas um embate que mesmo sendo feroz, pois exigente um intento inflexível, também exige fluidez, suavidade e leveza. Um embate feroz que não é uma luta pela moralidade, mas uma luta para desenvolvermos nossas habilidades perceptivas.

O Nagualismo não exige um nagual ou um líder para alcançarmos a liberdade. A exigência fundamental é que sejamos impecáveis em nosso agir, pois o Abstrato é o mestre , o guerreiro, o sonhador e o espreitador supremo. Quando um guerreiro ou guerreira é impecável o Poder abre seu caminho até ele ou ela. Nós já estamos no Nagual, melhor dizendo, de certa maneira nós somos o próprio Nagual, mas saber isso de fato é uma questão de energia e de percepção. Se um guerreiro ou guerreira precisa de uma companheira ou conselheira ele ou ela consultam a sua morte e refletem sobre o seu agir dentro dessa luz. Sob a luz da morte a vida torna-se mais intensa e o nosso agir é generoso e desapegado, assim não sofremos por coisas bobas ou efêmeras, assim não gastamos a nossa energia inutilmente.

O Nagualismo não deixa de ser um ramo especializado do Xamanismo e como tal assenta sua ação tanto no poder pessoal quanto na força da Terra, no poder telúrico que emana da Mãe-Terra. Assim o Nagualismo é uma forma especializada de magia natural, lida com a força da Terra, dos elementos, com as vibrações cósmicas que agem através das diferentes fontes naturais: mar, rios, fontes, montanhas, ventos, chuvas, terra, fogo, raio, plantas e animais. Só é possível praticar plenamente o Nagualismo em contato direto com as Forças da Natureza. Cada guerreiro ou guerreira possui uma direção, um vento, uma configuração energética que identifica um modelo básico de acordo com o "Regulamento da Águia". Assim vemos ligações entre o Nagualismo e o Paganismo em geral, as religiões da Terra.

O Nagualismo de certa forma nos permite dizer que : O sol é meu Pai. A Terra é minha Mãe. A Lua é minha Avó. O Vento é como meu próprio Espírito. As águas como o meu próprio sangue. Eu Sou o corpo da Terra. Eu Sou a alma da Terra. Eu Sou o Espirito da Terra. Eu Sou uno com tudo o que é vivo. Eu Sou. Eu Sou. Eu Sou. Assim proclamamos o nosso elo vivo de conexão com a Vida.

O Nagualismo é um conjunto de práticas que permite restabelecermos plenamente o nosso elo de conexão com tudo o que é vivo, com o Intento. Se a espiritualidade fosse uma realização, então, naturalmente, seria difícil " não só difícil, mas realmente impossível.

Se você já não fosse espiritual, não poderia vir a ser. Não poderia nunca, porque como pode alguém que não é espiritual tornar-se espiritual?

Se você já não fosse divino, não haveria possibilidade, não haveria meio.

Mas o ponto na verdade, é totalmente oposto: você já é aquilo que deseja alcançar. O objetivo do desejo já está aí, presente em você. Aqui e agora, neste exato momento, você é aquilo que é conhecido como divino. O Supremo está aqui; já está acontecendo. Não é uma realização, mas uma descoberta. Está escondido, e está escondido em pequeníssimas coisas.

Você é o tesouro, mas continua mendigando. A "persona" é exatamente como as roupas: seu corpo está presente, escondido sob as roupas. Da mesma forma sua espiritualidade está presente, escondida sob certas roupas. Essas roupas são sua personalidade. Você pode ser desnudado aqui e agora, e da mesma forma, desnudado em sua espiritualidade também. Mas você não sabe quais são as roupas. Você não sabe como está escondido nelas; não sabe como ficar nu. Você tem estado vestido há tanto tempo " durante vidas e vidas você tem estado vestido " e ficou tão identificado com elas que agora não percebe que elas são roupas. Você pensa que elas são você: essa é a única barreira. Um Mestre verdadeiro criará mais tumulto, mais conflito. Não o consolará porque não é seu inimigo. Todo consolo é venenoso (é como uma pílula para dormir). Ele o auxiliará a crescer. O crescimento é difícil, será preciso passar por inúmeras dificuldades. A consolação não é o objetivo. O Mestre não pode lhe dar uma falsa paz. Ele lhe dá o crescimento, e, a partir desse crescimento, um dia você floresce. Esse florescimento é a verdadeira paz, o verdadeiro silêncio.

O homem é uma unidade profunda, não há como descartar nada. Por exemplo, quando um Buda se Ilumina, nós podemos perguntar: "para onde foi sua raiva- para onde?".

Ele tinha raiva, tinha sexo, então, para onde foi o sexo?

Onde está sua ambição?

Não podemos reconhecer nenhuma raiva nele agora.

Você pode reconhecer o lodo no lótus? O lótus vem do lodo.

Se você nunca tiver visto um lótus crescendo no lodo e ganhar uma flor de lótus, poderá conceber que essa linda flor tenha brotado da lama comum de um charco? Esse lindo lótus vindo de uma lama feia! Você pode reconhecer a lama em alguma parte dele? Ela está nele, mas transformada. Seu perfume vem da mesma lama feia. Se você esconder esse lótus na mesma lama feia outra vez, dentro de alguns dias ela desaparecerá dentro da mãe. Então, outra vez, você não poderá reconhecer para onde esse lótus foi. Para onde? Onde está o seu perfume? Onde estão aquelas lindas pétalas? A energia toda chegou a um nível diferente, um plano diferente da existência. A lama tornou-se lótus, mas ainda está presente. A lama não foi descartada do lótus. Foi transformada. A raiva está presente, o sexo e o ódio também. Tudo o que pertence ao homem está presente. Ele é um homem, mas chegou ao seu crescimento máximo.

(Trechos do mestre indiano OSHO)

Morte de Jesus

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Relato da descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês.

O médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção."
Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas - orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz. Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope? O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apóiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro.
Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado! Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.
A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas. O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetânica, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.
Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio! Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.
Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa. Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
E morre.
" O Sinédrio e os Farizeus, queriam o seu nome e a sua fama vingada e restabelecida."
" Pôncio Pilatos, queria se livra do problema. "
" Herodes, queria um show. "
" Os soldados romanos... esses queriam sangue..."
... Sabe porque ele não desistiu, por que ele não queria passar a eternidade sozinho,
... por que ele sabia que um dia você nasceria... e não queria que você se perde-se para sempre,
... como vai a sua vida?
... Em que caminho você tem andado... será que eles te levam para o céu?
... Será que o seu senhor realmente se chama Jesus Cristo... ou isso é só da boca para fora... filosofia...
... No trono do seu coração só pode existir um... e esse lugar no coração do homem...
... Só quem senta nela e reina com verdade, amor, misericórdia, paz, alegria e perdão de verdade...
... Se chama Deus ... mas pode chamá-lo simplesmente de Jesus Cristo... o Deus que se fez homem...
... e se limitou a medo, tempo e dor por amor a você... pense nisso.

Momento do Poder

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MOMENTO DO PODER

E que haja vinho para celebrar o instante e mãos para elevar o cálice aos céus!

É chegado o momento de cumprir os ritos.

De repente, tomados pela percepção ancestral da magia e do poder que envolve as celebrações de fim de ano, os homens são assaltados pela urgência.

Ah, divina urgência...!

Então, como que enfeitiçados, se apressam para que a ritualística se cumpra. Nas cidades, o burburinho é potencializado pelo tilintar do metal que gira alucinadamente, e é registrado pelos cartões, cheques e toda sorte de transação que envolva o ato de comprar.

Torna-se urgentíssimo adquirir, ganhar, trocar, ter, dar, receber... e, ainda que distantes de uma fé mística, de alguma forma todos parecem tocados.

Há, naturalmente, aqueles que despidos de quaisquer tolerâncias quanto ao consumismo buscam o isolamento e respostas na meditação, bem como há os que se reúnem com os seus em atitude de contrição. Independente do modelo cultural, convicções, credos ou ideologias, algo estala no coração do mundo ocidental.

O instante é sublime.

É um momento de poder.

Unidos pela energia que o instante emana, os homens despertam deuses e lhes entregam seus corações, esperanças e desejos mais íntimos como oferendas, cujos pedidos são transformados em mantras geradoras de ondas de uma energia tão poderosa que faz o Universo movimentar-se precisamente em direção àquilo que as almas fazem vibrar.

Eis aí um mistério...

Um grande mistério, porque envolve unicamente a energia promovida pela fé no amanhã - entenda-se fé como alguma forma de certeza pessoal, que independe de qualquer idéia de credo - porque existem também aqueles que mesmo vestidos de uma atitude cética e presos a um materialismo sem fim, percebem de alguma forma a magia do momento e pegam carona nos sonhos deixados à deriva nas estradas.

A inspiração garantida pelo abundante momento chega ao ápice regada pela lágrima e pelo abraço, quando então é possível perceber a energia circular forte no coração, que dentro de cada um o Universo faz bater.

O sagrado reside precisamente na força, cuja luz tem o brilho que vai no coração dos homens, e é a resultante do que é levado ao cosmo...

Cuidado com o que pedes, porque o Universo pode ouvir e atender teu pedido, dissera o anjo...

Assim, diante da consciência do infinito e em nome da divina urgência, é preciso elevar os corações.

A Terra sofre, há aflições imensas e a dor é ancestral. Nada há a pedir neste momento de poder senão paz e amor entre os homens, porque o amanhã virá e virá. Então, é urgente que haja bondade entre os filhos do Sol, e que o mais profundo sentimento de perdão expulse toda a dor e toda a inútil culpa.

Que os braços estendidos ao Grande Espírito possam refletir uma única e ancestral canção de amor ao próximo. E que cada coração esteja pronto para ver, derramado sobre o mundo, o cálice de Ágape*, a Sagrada Forma do Amor Maior.

Assim, estarão cumpridos os ritos e celebrações de uma era que se propõe ao resgate do sonho de uma geração que ousou acreditar na arte de sonhar, e morreu de "susto, de bala ou de vício", conforme nos contou o poeta, mas que hoje é a parcela da sociedade considerada adulta, portanto, é o espelho do que está por chegar, o modelo para as novas gerações e é aquela que agora... tem poder.

(*) Ágape é uma das formas do amor mitológico. Representa pureza e sinceridade tão absolutas que é capaz de acender tochas nos corações céticos, para fazer, docemente, flamejar o coração do planeta.

Entendida, literalmente, como Sagrada Forma do Amor Maior Universal, possui uma energia inimaginavelmente forte, tomando o coração de mágico frenesi, e cujos relatos surgem nas histórias de personagens extremos como Jesus, Siddharta Gautama e entre aqueles, não muitos, que atingiram a iluminação porque compreenderam.

 

Celina Beatriz Villanova (Pandora do Vale) é professora de história social da arte, literatura, culturas e mitologias comparadas e desenvolve trabalhos de cunho didático e literário.

Ministro Cala os Americanos e os Faz Refletir

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Resposta do ex-ministro de Educação aos americanos sobre a internacionalização da Amazônia
Debate na universidade americana:
Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o nosso ex-ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano que introduziu sua pergunta disse que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.
Veja abaixo a belíssima resposta de Buarque:
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".

Cristovam Buarque


Menticidio - Quem é o Terrorista?

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ARTIGO : MENTICÍDIO* - quem é o terrorista?

Clonagem humana, terra prometida, jihad e o emissário da paz. O homem perde suas referências e, privado de conhecimento, torna-se a vítima e o algoz de si mesmo nesse terrorismo contra a humanidade
Estamos à poucos passos de involuir e voltarmos à crença dos semi-deuses. Antinori ao brincar duma mescla de Apolo e Hermes esquece-se que no Olimpo também habitava Athenas, deusa da justiça dos homens. A clonagem humana não só é absurda como fere os direitos humanos de um ser que sequer foi concebido ainda.
Seja duma forma natural ou através de uma fecundação in vitro, salvar vidas através de uma 'pseudo' embrião, se assim posso me referir, deveria ser considerado crime. Como citado num artigo sobre o assunto, a clonagem humana desde que começou a ser divulgada, vem sendo tratada duma forma estética, a qual, infelizmente, é grande a probabilidade de convencer os menos e, inclusive muitos dos informados, de que a clonagem humana é "bela", leia-se "harmoniosa" - segundo o sinônimo de belo em nosso dicionário Aurélio.
A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Estamos vivendo uma novela das oito, onde assistimos o "Dr Albieri" testar a sua capacidade 'pessoal' de ver-se 'tornar-se pessoa' (referência ao livro) às custas dos estímulos externos que o movem a ultrapassar limites e dogmas, limites os quais interferem para não dizer que por si só o são, a harmonia que mantém o TODO existente e ativo. Não seria essa uma busca doentia por uma "beleza" absurda?
A pergunta que não cala: Onde iremos parar? Já que estamos no caminho da involução por que não nos questionarmos antes de qualquer reação, onde QUEREMOS chegar?Até onde um desafio pessoal pode cegar uma pessoa ao ponto dela esquecer-se da condição de se viver em sociedade, que é o respeito à opinião do vizinho? Estamos vivendo uma manipulação marketeira que ao desígnio de um (1) interesse, óbvio que relacionado à poder e dinheiro, molda opiniões e pensamentos. Distorce-se assim tudo o que se refere à um tal senso comum, que para muitos especialistas em comunicação, jamais existiu.
Estamos então sendo manipulados desde que homem se percebeu em sociedade? A resposta, acredito jamais vamos poder ter certeza. Afinal uma vez que tenha existido essa 'fôrma' para um indivíduo pensar, nenhuma informação será em si, uma verdade... por mais que de fato o seja.
Vivemos, infelizmente, num mundo de mentiras. A ilusão tomou-se conta do espaço vazio que era destinado ao questionamento. Não importa mais saber de onde viemos. Talvez seja pela frustração em nunca termos encontrado essa resposta que permitimos tais atrocidades ao nosso intelecto e coração. Digo coração mesmo! Digo sobre o medo, o receio, o frio na barriga... a tristeza, a alegria. De que vale o ser humano ser capaz de sentir e manifestar essas emoções se estas são moldadas conforme um velhinho barbudo de bengala que supostamente existe atrás de uma mesa cheia de papéis e fotos de satélites, com um cartão de crédito platinado e cheio da grana? De que nos vale sentir sutil e ingenuamente conforme o mero desejo de outrem que tem o dinheiro ou a influência para comprar nossas cédulas, células, nossa vida... e sem ao menos sermos questionados sobre o quanto possamos valer? E pior, se queremos ou não partilhar de tal modo de viver.
Sobre o conflito no Oriente Médio, alguém se arrisca a dizer o quê de fato está acontecendo e o porquê? Decerto a manipulação acontece aí também.
E mais uma vez vidas e vidas - idosos, crianças, civis, vítimas como nós desses crimes de formação ideológica - são "jogadas ao vento", isso quando simplesmente não cessam a energia vital embaixo de um tanque de guerra. E volto a dizer, sem se darem conta do que está acontecendo, do que é fato, vontade ou "castigo divino". Apenas nascem, sofrem, se reproduzem, sofrem, morrem e sofrem.
O que há de errado em alguém tomar conta do próprio nariz numa guerra sem regras (qual guerra tem regras?!) e explodir-se num restaurante, num ônibus? Se não há regras, se o ser que se explode em fúria, decepção e dor, mata outros como ele que não tem culpa de também estar sofrendo sob um molde ideológico, o que há de tão errado nele que não há nos outros?
A grande pena em sermos cerceados do ângulo global da situação é que os "terroristas" que são permitidos a nós enxergamos, sacrificam a própria vida pelo ideal e fé em sua mente e coração. Como qualquer civil com direito à vida e livre arbítrio ele se move a fazer o seu máximo possível, dar sua própria vida e com plena convicção. E os que dirigem os tanques? Protegidos por aquela larga e espessa camada de ferro passam por cima, literalmente, de civis tão vítimas quanto ele. Ordens superiores? Quem é este ser tão superior que ordena tais ações contra a vida? - Deus? - Não. Pessoalmente acredito que não. Seja qual for o nome dado à Ele nos diversos modos de religare, Deus, definitivamente não ordenaria tais atrocidades.
O terror está em todos os lados. Em quem dirige o tanque, em quem se explode, em quem ordena o tanque, em que é condescendente, em quem finge que nada acontece pois o Brasil é um país pacífico e 'aqui está tudo bem'.
Porém, verdadeiro TERROR é o vindo da hipocrisia em aparecer-se como intermediário de paz e perpetua, à baixo modo, a dor e ignorância de um povo à nível mundial. O terrorista é aquele que renova seus contratos, aumenta a sua popularidade e poder enquanto pessoas morrem. Terrorista é aquele que esconde seus próprios brinquedos e fica apontado entre dois colegas quem pegou o brinquedo de quem. Terrorista é quem chora 11 de setembro, porque sua integridade soberana foi ferida e tenta conquistar a imagem de bom moço, nem se importando o que é justo ou não. Apenas "é mais viável" estar do lado de um do que do outro. Interesses, interesses e interesses. Umbigos, umbigos e umbigos.
E nós, vivendo num "país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza", apenas vemos o terror (ou será pavor?) dos homens bombas. A parcialidade norte-americana impera nos países subdesenvolvidos onde, apesar de 'toda beleza', o Brasil também se enquadra. E quando quiserem tomar nossa Amazônia? De que lado estará o terror ou o terrorista? Aceitaremos a decisão de uma juíza rica e poderosa que acha cuidar melhor de uma criança do que seus próprios pais, por eles serem pobres, digo, subdesenvolvidos?
Será que aquela criança é o clone da juíza que o italiano "Dr. Albieri" experimentou e os pais subdesenvolvidos dariam à ela o costume de se explodir quando em situação de acuo e injustiça? Se isso tudo fosse verdade, pode-se ter certeza, enquanto estaríamos desenrolando essa história, o emissário de paz estaria assinado os papéis de posse da Rain Forest.
Como dizia o filósofo Cioran, "a ignorância às vezes é uma bênção" - às vezes. Temos que nos conscientizar que somos soldadinhos de chumbo, num tabuleiro de xadrez, num jogo pessoal e mesquinho.
Não valemos NADA, nossa vida não vale NADA.
A 'mágica' que faz nosso planeta ser redondo não vale NADA!
As lágrimas de uma criança carente não vale NADA!
A brisa de um dia de sol não vale NADA!
O cheiro de maresia não vale NADA!
A VIDA não vale NADA.


* Termo criado e usado pelo psiquiatra Joost A. M. Meerloo, em seu livro "Menticído - O Rapto do Espírito" - Psicologia do controle de pensamento e da lavagem cerebral - Como os totalitários fizeram do homem um farrapo mental.


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