Como nos Relacionamos com Deus

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Como nos relacionarmos com Deus

 

 

Costumamos ao iniciar uma palestra evangélica perguntar aos participantes se acreditam em Deus.Todos afirmam que acreditam. Sabemos que na pratica não é bem assim. No último censo de 2000 pelo IBGE 92% identificaram-se como religiosos e 8%.como ateus. A conclusão que chegamos nestes 25 anos de palestras sobre o Evangelho é que há muito pouca compreensão de como nos relacionar com Deus, advindo daí os nossos problemas.

As dificuldades surgem porque, apesar de 92% crerem em Deus, a grande maioria não cumpre os seus mandamentos, tão bem sintetizados por Jesus: "Amarás a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo."

Não é raro vermos pessoas generosas nos templos religiosos se transformarem em verdadeiros predadores no trabalho, intolerantes no trânsito, arrogantes com os mais humildes.

As leis contidas nos textos bíblicos se constituem numa ciência, como nos afirmou o espírito do Dr. Bezerra de Menezes e como tal devem ser seguidas.

Oração, fé , esperança , perdão, fraternidade, generosidade, solidariedade e outros sentimentos derivados do Amor não são unicamente recomendações religiosas, mas fundamentos de uma boa saúde, demonstrada através de pesquisas cientificas.

A revolução do conhecimento cientifico, que vem ocorrendo nos últimos 30 anos, no campo da medicina, da psiconeuroimunologia, da física quântica, da biologia, da astronomia, etc.., está demonstrando que o corpo humano age e reage em função dos nossos sentimentos, que são os combustíveis para o seu funcionamento.

O mais importante é que esse conhecimento cientifico está em nosso poder desde Jesus. Só após 2000 anos é que a ciência se aproxima de mais essa verdade cristã.Jesus em diversos trechos do seu evangelho nos transmite esses ensinamentos em:

Mateus 15 " 19 e 20 :

Pois do coração é que procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. Isto, sim, é que torna o homem impuro...

Lucas 6 " 45

O homem de bem tira o bem do tesouro de bondade que é o seu coração; e o mau tira o mal do seu fundo ruim, pois fala a boca do que o coração está cheio

Os sentimentos saudáveis como o amor, a generosidade, a fraternidade, a solidariedade, etc. fazem que o corpo humano produza quantidades ideais de endorfina, meta-endorfina e encefalina responsáveis pela sensação de bem estar, e que auxiliam o movimento vascular cerebral. Esses sentimentos atuam sobre a glândula pineal que alimenta a produção de melatonina e de neurohormonios , assegurando a defesa imunológica, levando o organismo a atacar rapidamente os vírus e as bactérias.

Já os sentimentos doentios como : orgulho, egoísmo, medo, inveja, raiva, ciúme, aflição, tristeza, vaidade, angustia, ansiedade, etc., resultam como o texto evangélico diz em : homicídios, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias, ocasionando as doenças, que no texto bíblico informa que é que torna homem impuro.

 

O sentimento do EGOÍSMO resulta em orgulho,vaidade excessiva, inveja, angústia que por si gera, dores de cabeça, insônia , transpiração, palpitações, dificuldade de respirar, distúrbios urinários, ansiedade. O egoísmo atinge o fígado, o pulmão e estomago. Já a ansiedade gera tensão, medo,nervosismo,estresse, altera a tireóide e resultam em taquicardia, insônia, sudorese, boca seca, náusea, suor excessivo, emagrecimento e tremores, etc..

A falta do sentimento de PERDÃO resulta em: hipertensão - Infarto " Enxaquecas- Tensão pré-menstrual- " Asma- Doenças:da pele - das articulações "Alterações da menopausa e ciclo menstrual - Mau funcionamento do estomago e intestino " disfunção geral - arritmias cardíacas - aceleração do metabolismo, etc..

O sentimento de RAIVA e desejo de vingança pode trazer como conseqüência doenças como diabetes através do aumento de adrenalina no sangue, que altera a atividade do pâncreas, reduzindo a secreção de insulina e maior transformação de lipídios em açúcar, etc..

Sentir MEDO, tão comum em nossos dias, tem como resultado reações cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, hipertensão arterial, problemas no estomago e intestinos, etc..

 

Quem se IRRITA com freqüência gera gastrite e úlcera e até hemorragia digestiva - dor de cabeça - fraqueza, astenia, diarréia, febre " desidratação " náuseas " azia, etc..

 

Agressividade é um impulso natural e primitivo do ser humano e que quando nos domina resulta em gastrites, estresse, câncer, colites, diarréia, disritmia, inapetência ou excesso de apetite, úlceras, frustração,nervosismo,artrite, ansiedade, depressão, enxaquecas, solidão, hipertensão arterial, e doenças do coração.

O que a oração, a esperança e a fé acarretam no organismo humano? O desconhecimento científico sobre os efeitos da Oração incorre em seu descrédito ou em uso inadequado. Quando oramos com Amor, estamos recebendo energias positivas que afetam todo o nosso metabolismo no corpo físico. Psiquicamente, o homem adquire as forças morais necessárias para vencer as suas dificuldades como, também, para afastar as vibrações perniciosas.

O que representa o principio da fé? Como se pode realizar eficazmente alguma tarefa se não acreditamos plenamente nela? Se não compreendermos DEUS como podemos ter fé? Os próprios apóstolos padeceram dessas dificuldades. Quando expuseram a Jesus a impossibilidade que tiveram de curar o menino enfermo, ouviram do Mestre o motivo: " pouca fé".

A Esperança está aliada a Fé. Sentimentos fundamentais na manutenção de nossa saúde física e propiciam o equilíbrio dos sistemas Nervoso e Endócrino. Por isso, não devem ser interpretados sob a ótica restrita da religiosidade, mas como necessidade vital para a nossa harmonia interior.

Quando temos Esperança somos alimentados pelo entusiasmo, vigor e perseverança.Quem tem fé e esperança não tem depressão e nem estresse.

O sofrimento só passa a fazer parte de nossa programação de vida, quando nos desviamos da Lei. As dores físicas e morais são um sinal de alerta para nos avisar que saímos da estrada, que tomamos um atalho, movidos, quase sempre, pela indiferença, pelo orgulho, pela vaidade, pelo egoísmo. E quando descumprimos a lei, ficamos doentes.

Qual a recomendação para nossa proteção? Nos proteger contra a perturbação, procurando exercitar o bem que é a mais alta formula de solução dos nossos problemas. Mesmo quando nos sentimos doentes procuremos nos ajudar, auxiliando aos outros. Na certeza que servindo ao próximo, servimos a nós próprios.

Guardemos sempre as palavras de Paulo em sua carta aos Romanos 8:31: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Se estivermos com Deus porque sentir ansiedade, medo, tristeza etc., estejamos sempre com fé e esperança.

Uma maior abrangência desse tema pode ser encontrada no livro Evangelho e Saúde onde é analisado cientificamente mais de uma centena de versículos do novo testamento, destacando sua importância para a saúde e como os princípios básicos da Umbanda são fundamentais para o bem estar.

 

Bibliografia: Evangelho e Saúde " fundamento científicos para uma melhor qualidade de vida " Editora Mercuryo Ltda.- São Paulo " SP "

www.mercuryo.com.br - autores: Wilson Lopes e Mônica Magnavita.

Devemos nos Alimentar de Carne?

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DEVEMOS NOS ALIMENTAR DE CARNE?

 

AQUI VAI UM ESTUDO A RESPEITO:

 

 

Quem come mais carne " especialmente carne vermelha " tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão simples.

Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo " a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.

Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.

No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como "dogma". Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais " ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo " isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.

A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. ("Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares", afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo "mais carne, mais ataques cardíacos".

Mas, afinal, o que sobra da discussão? Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores.

O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena " um fator entre muitos.

Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico; e por aí vai " essa lista poderia ocupar o resto da revista. Em resumo: não está bem claro se a carne faz mal. Muito bem, pelo jeito, não faz. Mas, para ser saudável, o importante é ter uma dieta rica e variada de vegetais. Seja ela vegetariana ou não.

 

DÁ PRA VIVER SEM CARNE?

 

 

Dá. O vegetarianismo exige cuidados e conhecimentos de nutrição, mas com certeza pode-se ter uma dieta saudável sem carne. Aliás, o fato de exigir cuidados a faz mais saudável. Um vegetariano tende a prestar mais atenção no que come e nos efeitos disso sobre seu corpo. E isso, em si, já é um hábito salutar. Muitos nutricionistas afirmam que as crianças não devem, de maneira nenhuma, ficar sem proteína animal, sob risco de terem o desenvolvimento cerebral prejudicado. Essa regra é absurda e não tem sentido algum. Apenas devemos observar com cuidado uma dieta especial, diferenciada e rica de nutrientes naturais, pois estes podem substituir facilmente as proteínas animais.

Os ovolactovegetarianos não têm problemas com proteínas porque os derivados de animais são tão protéicos quanto a carne. O perigo é que leite e ovos são pobres em minerais, especialmente ferro, que é fundamental para a saúde " ele é usado para construir a hemoglobina, uma molécula cuja função é carregar o oxigênio do pulmão para as células. Sem ferro, portanto, as células podem morrer. Isso é a anemia.

Ou seja, ovolactovegetarianos não podem basear sua dieta no leite, nos ovos e nos queijos, sob risco de ficarem sem nutrientes valiosos. É preciso comer muitos e variados vegetais, em especial soja, feijão, brócolis, couve, espinafre " todos ricos em ferro. A quantidade é fundamental, porque o ferro dos vegetais é menos absorvido pelo corpo que o de origem animal. Uma boa dica é acompanhar as refeições com suco de laranja, já que a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Outra fonte de ferro é a casca de grãos como o arroz e o trigo. Por isso, eles devem ser sempre integrais.

Denise Coutinho, responsável pela política nutricional do governo federal, adiantou à revista Super interessante que está em estudo uma medida para tornar a fortificação com ferro obrigatória nas farinhas de trigo e de milho. A medida, que visa combater a desnutrição, vai acabar ajudando a vida dos vegetarianos.

Já para os vegans, a palavrinha mágica é "soja". Se você não gosta desse grão ou é alérgico a ele, virar vegan vai ser bem mais penoso. A questão é a seguinte: suprir suas necessidades protéicas com carne é fácil. "Afinal, você é feito de carne", diz Pedro de Felício, especialista em produtos de origem animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um bife tem a mesma composição que os músculos do seu corpo. As proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos. Portanto, contêm tudo o que você precisa.

Proteínas vegetais são mais simples. Elas não contêm todos os componentes necessários. A soja, entre os vegetais, é o que tem as proteínas mais completas. Há outras fontes de proteína, como o feijão, mas, se você não come soja, vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais para juntar todos os aminoácidos de que precisa. "Desde que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes", diz o nutricionista vegan George Guimarães.

Uma questão para os vegans é a vitamina B12, que o corpo não produz e não existe em vegetais. A B12 é fabricada por bactérias e pode ser encontrada nos animais (que comem bactérias ao ciscar ou pastar). Mas suprir as necessidades de B12 é fácil: qualquer biscoito ou cereal com a palavra "fortificado" no rótulo contém a vitamina. Ela também é vendida em cápsulas.

 

O PLANETA PRECISA DE CARNE?

 

Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.

Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos " graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. "Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir", diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas " não, isso não é uma piada " estão entre os principais causadores do efeito estufa.

 

 

O QUE FAZER A RESPEITO?

 

 

Há uma verdade inescapável: ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. "Os vertebrados sentem dor", diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. Isso é um fato e, se você pretende continuar comendo carne, é bom se acostumar com ele. Mas podemos ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem em menos crueldade. O mercado oferece alternativas.

Uma delas são os ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol " um desinfetante natural ", comendo o que querem com seus bicos inteiros. A maior granja brasileira de ovos caipiras é a Yamaguishi, que distribui "ovos da galinha feliz" pela região de Campinas e em São Paulo. "Os ovos que nós produzimos... quer dizer, que nossas galinhas produzem", diz Marcelo Minutti, gerente da granja, "são mais saborosos e não contêm substâncias químicas."

Frangos caipiras, criados em condições semelhantes, também já são encontrados nos supermercados. Sua carne é mais dura, mas é mais saborosa e a chance de conter substâncias perigosas, como hormônios e antibióticos, é mínima. A rede Carrefour, graças a uma política da sede francesa, é uma das que oferece o produto. Ele faz parte da linha "garantia de origem", só de produtos feitos com essa preocupação.

Os bois certificados com "garantia de origem" são bem alimentados e criados por pessoas treinadas por especialistas em comportamento animal para entender como ele pensa e manejá-lo sem violência. "Agora vamos produzir porcos com origem garantida, criados soltos", diz o veterinário Adolfo Petry, responsável, no Carrefour, pelos produtos animais garantidos com o selo. Produtos assim custam entre 50% e 100% a mais que os convencionais. Apesar do interesse crescente do consumidor em diminuir a crueldade (numa pesquisa feita pela Super na internet, 85% das 2408 pessoas disseram que deixariam de comer alimentos se soubessem que eles causam sofrimento para animais), a procura por esses produtos ainda é muito pequena.

 

VACA, A ONIPRESENTE

 

Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.

Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais. O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda. Além disso, filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca. Ou seja, um vegan radical só tira fotos digitais. Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio. O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC. Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.

Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia " e não estamos falando só de bife à parmegiana.

A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno " da maria-mole ao chiclete.

Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida. Vegans devem ficar de olho nos rótulos e evitar dois corantes: coxonilha e carmin.

O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.

 

Como vocês vêm, a desinformação e a ignorância continua sendo uma das piores doenças da humanidade.

 

CHURRASCO? Aahhhhhh! Que nojo!

 

Coitada das criancinhas quando descobrem que aquela vaquinha "Mumú", tão linda e fofinha, que decora seu quartinho inocente ao lado do seu berço ou caminha, são assassinadas friamente pelos adultos e depois esquartejadas impiedosamente todos os dias para depois os pais obrigarem essas mesmas criancinhas a comerem seus pedaços de vísceras e de sua carne sangrenta carregadas de sentimento de dor e desespero pela aproximação da morte tão vil.

As feras matam para sobreviverem, mas os homens matam por prazer.

É uma pena que as pessoas que se dizem amantes do Cristo (que representa a VIDA), ainda se alimentem da morte com tanta ferocidade.

Quando algum religioso vem falar a mim sobre a Bíblia, Jesus, etc., eu logo pergunto: COME CARNE? Se a resposta for SIM, então não tem conversa. Não consigo aceitar que uma pessoa que fale da VIDA se alimente da MORTE e do SOFRIMENTO DOS POBRES SERES QUE SÃO EXTREMAMENTE AMOROSOS E VIVEM EM HARMONIA COM A NATUREZA. Ao meu ver, o ser humano ainda é meio fera e meio homem e precisa urgentemente vencer dentro dele essa fera irracional.

 

Infelizmente, a CONSCIÊNCIA ainda é privilégio de poucos neste mundo.

ai está meu protesto pelo conceito desumano de que A CARNE É NECESSÁRIA PARA UMA VIDA SAUDÁVEL! - Esta afirmação só é válida para os criadores de gado, dos especulares da morte dos mesmos, dos donos dos frigoríficos e de todos aqueles que ainda não aprenderam a AMAR E A RESPEITAR A VIDA COMO ELA MERECE.

 

CHEGA DE MORTE NAS MESAS!

VIVA A VIDA!!!

Diante de seus Juizes, o Acusado se Cala

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DIANTE DE SEUS JUÍZES, O ACUSADO SE CALA

Questionado por Pilatos, Jesus poderia ter dito "não" e seria, certamente, libertado. Mas ele não disse nada, o que provocou o espanto do juíz Jesus teve um processo justo?

Do ponto de vista estrito do direito romano, não há nenhuma ressalva a fazer sobre a forma como a audiência transcorreu.

Esclarecimento sobre os atores do drama.

Yann Le Bohec é historiador.

A coroação de espinhos. Óleo sobre tela de Franco Velasco, c. 1819.

No Direito romano, um processo é uma peça modesta encenada por três atores apenas: o acusador, o acusado e o juiz. No caso de Jesus, o acusador é, de fato, uma coletividade, que constitui uma pessoa moral, "os grãos-sacerdotes e os anciãos do povo" (Mateus, 26, 3). Esses personagens são cortejados pelo Estado romano que apóia sempre e em toda parte os notáveis, mas, ao mesmo tempo, desprezados porque são judeus, isto é, pertencem a um povo vencido.

O acusado, Jesus, pertence à categoria dos "peregrinos": homem livre, ele não possui cidadania romana. Para os romanos, ele não passa de um vagabundo judeu, o que o torna duplamente indigno porque não exerce nenhuma profissão e é - de resto, como seus adversários - descendente de vencidos.

O juiz chama-se Pôncio Pilatos. Esse personagem histórico, bem conhecido aliás, exerce a função de governador da Judéia: encontrou-se uma inscrição mencionando seu nome na construção de um santuário em homenagem ao imperador Tibério (14-37 d.C.). Recrutado entre os cavaleiros, ele é mais versado na arte da guerra e das finanças do que nos assuntos de justiça. Além disso, para tomar suas decisões ele é assistido por um conselho formado de especialistas que não aparece nos Evangelhos seja porque o julgamento não é difícil de sentenciar, seja porque essa instância não desempenhou um grande papel nesse caso.

Testemunhas podem ser intimadas; elas constituem, na verdade, o coro dessa tragédia. Muitas instituições de hoje em dia não existiam no mundo romano, em particular, a polícia, o juiz de instrução e o ministério público (o procurador geral). Dessas ausências decorrem várias originalidades no processo judicial romano.

Por exemplo, quando um cadáver era descoberto na rua, ninguém prevenia a polícia, que não existia, e ninguém confiava o caso a um juiz de instrução, que também não existia. Conforme a tradição, os passantes procuravam identificar a vítima e prevenir a família. Era ela que realizava a investigação e que indicava ao juiz a pessoa que considerava culpada. Compreende-se, portanto, que um homem sem família jamais seria vingado se fosse morto.

Em seguida, o acusador devia convocar o acusado a se apresentar ao juiz e precisava obrigá-lo, se preciso, pela força, a comparecer perante a justiça. Em geral, as pessoas convocadas para um processo compareciam: não comparecer significava reconhecer a culpabilidade e, portanto, incorrer numa condenação.

O processo de Jesus é, a esse respeito, muito interessante.

Os grãos-sacerdotes e os anciãos do povo queriam arrastá-lo para o tribunal do governador. Era preciso primeiro encontrá-lo e foi aí que Judas interveio: por trinta denários, prometeu entregá-lo a eles. Disse-lhes que Jesus se retirara para o jardim de Gethsêmani e o indicou para seus contratadores. Esses enviaram seus homens para prendê-lo: "Falava ainda, quando chegou Judas, um dos doze, e com ele uma grande turba, com espadas e bastões, mandada pelos grãos-sacerdotes e pelos anciãos do povo" (Mateus, 26, 47). Um de seus amigos tenta defendê-lo e fere um dos atacantes. Mas Jesus se recusa a ser socorrido por meio da violência: "Aquele que empunhar a espada, perecerá pela espada."

Todo esse processo está conforme com o direito romano.

Em alguns casos, os magistrados municipais enviavam seus escravos, por exemplo, para prender um homem que estivesse fazendo escândalo numa taverna. Ou então, recorriam a milícias locais, a associações de filhos de ricos, os juvenes, que ajudam voluntariamente na manutenção da ordem.

Em situações excepcionais, o exército intervinha. Para os soldados se mexerem, era preciso que bandidos estivessem submetendo uma região Nesse caso, a intervenção se caracterizava por sua brevidade e dureza. Mas cada governador possuía uma guarda de honra que lhe permitia, em caso de necessidade, garantir as funções de polícia. No começo, os romanos proibiam a profissão de advogado. Mas ninguém podia impedir um acusado de pedir a um bom orador, um bom conhecedor do Direito, de o ajudar "amigavelmente" em troca de um "presentinho."

Foi assim que Cícero adquiriu celebridade e uma sólida fortuna. Plínio o Moço também advogava bastante: em sua correspondência, que data do início do século II de nossa era, ele menciona freqüentemente os casos em que interveio. Mesmo quando a profissão de advogado foi finalmente reconhecida, era preferível defender-se sozinho: era o indício de que não se tinha nada a temer.

Um dos processos mais conhecidos da Antigüidade teve como cenário Sabratha, na atual Líbia, e se desenrolou por volta de 158. O jovem Apuleio, celebrizado posteriormente como romancista, foi acusado por um membro da família de sua mulher de ter recorrido a práticas mágicas para seduzir aquela que se tornara sua esposa, uma mulher bem mais rica e mais idosa do que ele. Na época, a acusação era grave e conduzia facilmente à morte. Diante do procônsul da África, de passagem pela cidade, Apuleio apresentou a própria defesa, a sua Apologia, texto que conservamos e que é muito instrutivo. Ele se compõe de três partes. Em primeiro lugar, ele afirma a honradez de sua pessoa. Em segundo, defende-se da acusação de magia. Mostra que as práticas que lhe foram recriminadas dizem respeito à ciência e não à magia. A procura de peixes raros pertence ao domínio das ciências naturais e, se ele pretendia praticar dissecações não era para enfeitiçar uma pessoa obviamente seduzida pelo seu encanto e sim para estudá-los porque era um sábio. Em terceiro, aborda os delitos menores que lhe foram imputados. No geral, transforma o processo em uma disputa opondo citadinos cultos a camponeses ignorantes. Naquelas condições, ele consegue a absolvição e percebe-se claramente o papel de três personagens, o acusador (membro de uma família), o acusado (Apuleio) e o juiz (o procônsul). Esse caso de Sabratha ilustra que o exercício da justiça variava conforme ela fosse feita em Roma ou na província. Em Roma, durante o Alto Império (séculos I e II de nossa era), um processo podia seguir dois caminhos diferentes, dois tipos de procedimentos. O procedimento dito "formular" remontava a uma tradição que datava de um período recente, o fim da República. O acusador comparecia primeiro diante de um magistrado, o pretor, que "dizia o direito". Esse último pedia ao acusador que escrevesse sua petição e ao acusado, sua resposta. Com elas, ele redigia um texto, ou "fórmula", que continha os pontos de vista das duas partes e observações de Direito destinadas ao juiz. Depois, designava um juiz, um simples cidadão romano (no Império, essa escolha era confiada aos "decênviros encarregados do processo"). Os juízes, chamados centúnviros, são distribuídos em quatro, depois cinco cortes. Eles escutam as duas partes e as testemunhas, depois decidem. O objeto do litígio lhes deve ser apresentado, por exemplo, quando se trata de um escravo. Mesmo no caso de um bem imobiliário, como um campo, o demandante precisava apresentar uma parte simbólica, como um punhado de terra. O acusado também devia estar presente. Mas se ele tinha razões sérias para não estar lá, especialmente se estivesse doente, podia pedir um relatório ou se fazer representar. Se o dossiê lhes parecesse obscuro demais, os juízes podiam desistir pronunciando a fórmula: non liquet (não está claro, existe dúvida). Assim como o acusador devia obrigar o acusado a se apresentar, ele também devia obrigá-lo a pagar, não podendo contar com a força pública que não intervinha nos conflitos particulares. Às vezes, era preciso um segundo processo para obrigar um perdedor que fosse mau pagador. Nem mesmo os juizes eram profissionais do Direito.

Como Pôncio Pilatos, eles precisavam se cercar de um conselho de especialistas.

Também o Senado possuía uma jurisdição. Ele julgava todos os casos envolvendo algum de seus membros e desempenhava, pois, o papel de uma alta corte. Mas ocorre que o imperador assistia a essas sessões e pesava nos resultados com a sua presença ou mesmo simplesmente enviando um de seus subordinados próximos, especialmente o prefeito da pretoria. Com efeito, é o principal do Senado que desempenhava um papel crescente como mostra outro procedimento, denominado "extraordinário" porque escapava à "ordem" dos juízes, que se desenvolvia com regularidade. Trata-se daquele que se desenrolava no tribunal do imperador ou de seus funcionários, como o prefeito da pretoria.

Nesse caso, havia apenas uma etapa: acusador e acusado se encontravam diante de uma personagem que "diz o direito" e que, ao mesmo tempo, preenchia as funções de juiz. O desenvolvimento contínuo do poder imperial encontra uma boa ilustração ao se examinar as compilações de leis que foram elaboradas no Baixo Império, o Código teodosiano (438 d.C.) e o Código Justiniano (534). Eles retomam uma velha tradição (gravura das Doze Tábuas, primeiro Código romano escrito em 450-451 a.C.) e permitem ver como as decisões imperiais foram se impondo aos poucos.

Nas províncias, o caso podia ser tratado em nível municipal se não oferecesse grande importância. Cada cidade elegia, todos os anos, dois magistrados cujo título era explícito, os "duúnviros encarregados de dizer o direito". Diante deles compareciam os ladrões de galinha e os autores de agressões físicas nas tavernas. Nos casos mais importantes, era o governador da província que intervinha na qualidade de juiz supremo. No século I, a Judéia era uma pequena província submetida à autoridade do imperador e não do Senado - na verdade, sob Tibério, ela não era uma província de direito, mas de fato: constituía um território dependente da Síria, de maneira teórica, é bem verdade.

Naquela época, ela estava confiada a um "prefeito" e não a um "procurador", como dizem, de maneira anacrônica, os Evangelhos (ou, pelo menos, sua tradução em latim).

O fato de Jesus ser denunciado diante do Sinédrio não apresentava nenhum interesse para o Direito romano. Essa assembléia de notáveis judeus não tinha poderes amplos e não recebia o "direito de espada", isto é, o direito de vida e morte. Mas essa passagem tinha um impacto político e psicológico. Mostrava ao governador o sentimento das elites sociais locais. Embora ele zombasse desse sentimento quando se tratava dos interesses de Roma, tinha interesse de levar em conta o que não dizia respeito diretamente à autoridade do império.

O processo de Jesus ilustra perfeitamente o procedimento "extraordinário" porque Pôncio Pilatos agiu na condição de representante do imperador. Ele teve apenas uma fase, portanto, diante do governador que era, ao mesmo tempo, o personagem que "diz o direito" e que pronunciava a sentença.

Ali se encontraram os três personagens esperados, o acusador, o acusado e o representante da autoridade.

Os "grãos-sacerdotes e os anciãos do povo" conduziram a acusação, relembrando o que foi dito no Sinédrio: Jesus declarara ser o rei dos judeus.

Agora era a vez de Pôncio Pilatos intervir. Ele perguntou a Jesus: "Tu és o rei dos judeus?" (Mateus, 27 11).

Se Jesus respondesse "sim", ele se colocaria numa posição indefensável: reconheceria a intenção de insultar a autoridade de Roma e de seu imperador. Ele também podia dizer "não" e o governador certamente o liberaria.

Mas Jesus não reagiu, não disse nada, o que provocou o espanto de Pilatos. O acusado permaneceu mudo. E, claro, ele era pobre demais para pagar um advogado.

Aí o juiz sentenciou. Diante dos clamores do povo e levando em conta a atitude dos notáveis de Jerusalém, ele julgou mais político condená-lo à pena de morte por crucificação. Nesse caso, o condenado não valia grande coisa aos olhos do governador: seu meio social e sua origem étnica não depunham a seu favor. Além disso, sua atitude, seu silêncio o prejudicaram.

O processo termina aí porque Jesus, tendo status de peregrino, não pode apelar. Ao contrário, alguns anos mais tarde, Paulo, que é cidadão romano, pede por duas vezes o benefício da apelação a César e, por duas vezes, vai a Roma. Seja como for, essa audiência com o comparecimento de Jesus diante de Pilatos também está conforme com o Direito romano. Na justiça romana, o exército gozava de uma situação particular. Os militares, como em muitos Estados, mesmo os modernos, escapam à lei dos civis.

Nos assuntos de disciplina, em caso de delitos leves, os oficiais, centuriões e tribunos, podem distribuir punições. Os casos graves são julgados numa instância superior.

O tratado de Tertuliano, Da coroa, ilustra essa hierarquia a um só tempo militar e judiciária.

A história se passa em Roma no início do século III. Um soldado cristão recusa-se a participar de uma cerimônia pagã e, no meio das festividades, joga no chão seu capacete e a coroa de folhas que simboliza sua participação nos ritos do culto imperial. O centurião que o comanda ordena-lhe que volte às fileiras. Ele se recusa. O tribuno repete a ordem. Nova recusa. O cristão é preso e depois denunciado aos prefeitos da pretoria que prontamente o condenam à morte. Ele se torna um mártir, então. Mais simples que nosso Direito moderno, o Direito romano apresenta características que lhe são próprias. Estas são três dessas características. Primeiro de tudo, embora seja tão formalista quanto a nossa, a prática judiciária dos romanos o é de uma forma diferente. Por um lado, a preocupação com a forma é indiscutível.

O jurista Gaio narra assim uma anedota célebre. Um camponês que viu suas vinhas serem cortadas por um vizinho move uma ação "por vinhas cortadas", e a perde porque teria que ter agido "por árvores cortadas". Por outro, é impensável um criminoso ser libertado por "vício de forma", o que se explica por uma outra escolha dos romanos: os direitos da vítima são privilegiados. Esse é um segundo traço do direito romano. Uma outra anedota o ilustra. O imperador Galba foi governador na Espanha antes de perder o poder. Nessa região, teve de julgar um caso abominável: um tutor matou seu pupilo para se apoderar de seus bens. O homem confessa e há testemunhas. Galba o condena à morte por crucificação. O assassino faz valer o fato de ser cidadão romano e pede para ser exercido seu direito de apelação e para ser julgado novamente, em Roma, pelo imperador. Galba recusa: o crime é evidente demais e a execução da sentença não deve ser adiada. Nova objeção do condenado: ele não deve ser submetido a uma pena infamante e pede para ser decapitado. Nova recusa de Galba, que lhe concede que seja crucificado numa cruz maior que as outras e pintada de branco para que se saiba que ele não é qualquer um. E assim foi feito.

Por fim, o acusado, sobretudo quando é condenado, não se beneficia de nenhuma proteção. Os guardiões, o povo que assiste à aplicação do castigo e os soldados que o aplicam podem lhe infligir sofrimentos suplementares sem que ninguém se comova. Os golpes e humilhações são parte da pena.

O suplício de Jesus é, a um só tempo, exemplar e banal. Primeiro são os militares que o fazem padecer. "... E tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e na mão direita uma vara... e cuspindo-lhe, tomavam a vara e batiam-lhe com ela na cabeça". A turba dá sua contribuição em seguida. "Os transeuntes, abanando a cabeça, o insultavam... os grãos-sacerdotes zombavam... Do mesmo modo o ultrajavam também os ladrões, crucificados com ele" (Mateus, 27).

Voltando à questão inicial: Jesus teve um processo justo?

Para os cristãos, ele foi vítima do ato mais odioso possível, um deicídio.

Para os homens de hoje, ele foi julgado e executado em condições terríveis e cruéis.

Mas o historiador não deve julgar em função da época em que ele vive, mas em função da época que estuda.

Nessas condições, é forçoso constatar que, do ponto de vista estrito do Direito romano, não há nenhuma ressalva a fazer na maneira como Pôncio Pilatos conduziu o processo.

 

O AUTOR

Yann Le Bohec é professor de história romana da Universidade de Paris IV - Sorbonne.

Efeitos da Musica, Rock, Funk, Heavy Metal e Ritmos Hipnóticos

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EFEITOS DA MÚSICA ROCK, FUNK, HEAVY METAL, LAMBADAS, E RITMOS HIPNÓTICOS

Muitos reconhecem o dano psicológico causado aos jovens pelo sexo explícito e a violência nas letras das músicas rock, funky, heavy metal, e outros ritmos hipnóticos e nos vídeos clipes.

Entretanto, as letras são apenas a ponta do iceberg. A batida destes ritmos pode ser ainda mais prejudicial, de acordo com estudos científicos recentes.

Estes tipos de música causam :

1) perda auditiva (parcial) permanente

2) hipertensão

3) fraqueza muscular

4) mau funcionamento das glândulas e dos centros de energia do corpo

5) histeria e outros problemas psicológicos que algumas vezes chegam a levar ao suicídio

6) vício pela própria música e pelas drogas

7) perda de rendimento na escola, hiperatividade, e agitação nos jovens

8) perda de rendimento no trabalho, na eficiência, na capacidade de tomar decisões, aumentando a incidência de erros, bem como a ansiedade no trabalho.

Estudos científicos demonstram que a música rock tocada a todo volume é prejudicial às células sensórias dos ouvidos.

Um estudo mostrou que 41 de um total de 43 músicos de rock pauleira e outros ritmos frenéticos sofriam de perda auditiva permanente.

Estas músicas não prejudicam apenas a audição, como o corpo inteiro.

Será puramente ao acaso - levando em consideração as diferenças no estilo de vida - que os músicos de rock tenham vidas bem mais curtas do que a média das pessoas, enquanto maestros de música clássica, em geral, desfrutam de vidas excepcionalmente longas?

Uma pesquisa realizada pelo Dr. John Diamond, M.D., demonstrou que a música rock causa hipertensão, fraqueza muscular, e geralmente baixos níveis de energia.

O Dr. Diamond sente que isto se deve à batida "anapéstica" peculiar ao rock.

O "de-da-Da" da batida do rock é antagônico ao pulso arterial natural.

A batida anapéstica pára ao final de cada compasso. É como se a música parasse para ter que recomeçar outra vez.

O ouvinte subconscientemente, pára, ao final de cada compasso. Isto pode produzir tensão.

A exposição à música rock similares, pode causar " switching " (troca, permuta) no cérebro, isto é, um desequilíbrio nos hemisférios cerebrais, deixando o indivíduo incapaz de reconhecer o que é prejudicial, e levando-o a escolher aquilo que é prejudicial, ao invés daquilo que é saudável. John Phillips dos "Mamas and Papas" admitiu que "ao controlar cuidadosamente a seqüência de ritmos", qualquer cantor de música popular pode criar uma histeria na audiência.

Sabe-se que eles instigaram um tumulto em Phoenix para testar a sua teoria.

Muitos participantes de concertos de rock ficam frenéticos, hostis, descontrolados, irreconhecíveis, histéricos, e "possessos".

O roqueiro de heavy metal, Ozzy Osbourne foi processado pelos pais de um jovem suicida que se matou depois de escutar por várias horas os álbuns de Osbourne, dentre eles "Suicide Solution" [O Suicídio é a Solução].

O jovem ainda estava usando os seus audífonos estéreos quando seu corpo foi encontrado.

A música rock e popular dissonante pode causar hipnose coletiva.

Na hipnose fica-se mais suscetível a estímulos subliminais. pesquisadores descobriram que alguns discos de rock usam "backward masking", isto é, quando o disco é tocado de trás para a frente, ouvem-se mensagens subliminais, tais como: "Comece a fumar maconha", "Eis-me aqui meu doce Satanás", "Vivo por Satanás", e "Faça de mim um homem morto".

De acordo com o Dr. Diamond, o rendimento acadêmico de muitas crianças na escola, melhorou consideravelmente, quando deixaram de escutar música rock ou dissonante enquanto estudavam. Numa fábrica de equipamentos eletrônicos sofisticados, onde a concentração e a clareza de pensamentos são essenciais, a produtividade aumentou, quando substituíram a música rock por temas clássicos.

 

O QUE VOCÊ PODE FAZER A RESPEITO DA MÚSICA ROCK E DA POLUIÇÃO SONORA?

 

- Ajudar a educar os pais, os jovens, e os líderes do governo e da indústria, a respeito dos efeitos nocivos da música rock.

- Atuar junto ao município, estado, e governo federal, para que haja uma legislação regulando os níveis sonoros de decibéis, impedindo também que sejam tocadas em locais públicos músicas nocivas como o rock, e que contenham "backward masking" e mensagens subliminais.

- Encorajar alternativas à música rock e demais músicas dissonantes e depreciativas, isto é, apoiando a atividade de compositores e cantores de música erudita e de boa qualidade.

- Contatar estações de rádio e TV, e salas de concerto locais, para fazerem uma programação que contenha música de boa qualidade.

- Encorajar e apoiar pesquisas a respeito dos efeitos do som, especialmente do rock, no corpo humano, e também meios que eliminem a poluição sonora e o vício pela música rock.

- Trabalhar junto a grupos que promovam boa música.

- Esta mensagem pode ser livremente enviada, copiada, afixada, e distribuída em escolas e universidades, bem como entregue a gerentes de restaurantes, teatros, cinemas, supermercados, ou quaisquer outros estabelecimentos públicos.

Sem deixar de mencionar a família, os amigos e conhecidos e distribuídas, via Internet, aos governantes e políticos em geral.

 

SEAN PROPHET

El Pentateuco

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El Pentateuco

Este término, de origen griego, designa los cinco libros que se leen al comienzo de la Biblia y constituyen la tórá de Moisés. El término es poco empleado, relativamente, por los padres, que hablan más bien, como el NT, de «Moisés» o de la < ley> (pomos), término escogido por los alejandrinos para traducir la palabra hebrea tórá. La tórá es la ley que rige al pueblo de Israel, en virtud de la cual éste goza de privilegios en el imperio romano. Su gran legislador fue Moisés, mejor aún que Solón para los atenienses. Pero tórá dice más que ley. La palabra implica una intervención divina a modo de oráculo, la cual queda expresada en un marco de promesas e historia de salvación para un pueblo en que serán bendecidas las naciones (Gén 12, 1). Veremos sucesivamente: 1. La historia de la exégesis; 2. Los datos actuales; 3. Un resumen de la composición y de la teología del Pentateuco.

1. Historia de la exégesis

En el siglo de Augusto la tórá definía al pueblo escogido frente a griegos y romanos. Es el documento que legitima la vida y religión de los hijos de Abraham. E1 Dios de Abraham, Moisés y la tórá forman un todo que parece indisoluble. Así Josefo (Contra Ap. r, 39; Ant m, 8) y Filón (Vita Mosis tl, 291) atribuyen los cinco libros a Moisés, incluso el relato de su muerte. Esta opinión es compartida por la tradición judía y el Talmud (Baba Balhra 14b-15a), que exceptúa solamente los ocho últimos versículos del Deuteronomio.

La Iglesia cristiana recibe de la sinagoga el Pentateuco con la tradición viva que lo transmite y explica. Pero, siguiendo la línea del libro lv de Esdras, desde Ireneo a Isidoro de Sevilla, pasando por Clemente de Alejandría, Juan Crisóstomo, Jerónimo y Agustín, se asigna a Esdras un amplio papel en la redacción del Pentateuco. Pues, según su opinión, Esdras reconstruyó milagrosamente el texto destruido cuando la toma de Jerusalén. Además, jerónimo sospechaba otras modificaciones en la obra de Moisés, pero no juzgaba necesario abordar esta cuestión. Para los padres, Moisés era más profeta y modelo que autor y legislador.

Ellos tratan del Pentateuco a propósito de tal o cual dificultad o en sus homilías. El Pentateuco es, en su concepción, sobre todo la ley antigua como figura de la nueva. De ahí una interpretación tipológica de numerosos hechos de la historia de Israel consignados en él y una insistencia particular sobre los primeros capítulos, que atañen a la historia del mundo. Estos capítulos ofrecen cierta dificultad para su cultura greco-latina, pues contienen una teología de la creación y del pecado. Los comentarios sobre el Hexamerón son muchos, y Agustín vuelve a menudo en su exégesis sobre la temática de la obra de los seis días.

La exégesis medieval conserva la herencia de los padres y el horizonte de una exégesis que ve en el Pentateuco como ley una función mediadora de la salvación en la antigua alianza, un carácter vivificador en virtud del Pneuma, a semejanza de los sacramentos en la nueva alianza. Pero en occidente desde el s. xii esa exégesis se encuentra con la exégesis judía. Ésta ve en la tórá la fuente de la vida de la comunidad judía. Se desarrolló en forma de precisiones jurídicas inspiradas en reglas como las de Hilel y Aquiba, hasta el s. vii (Talmud de Babilonia). Luego fue adquiriendo más y más importancia la exégesis a modo de midrás, bastante paralela a la exégesis alegórica de los padres griegos y latinos. Pero, a partir del s. vii aumenta la importancia concedida al texto y a la letra.

Los masoretas adelantan en su trabajo y registran las tradiciones de escuela. Así, en el s. xii, el esfuerzo racional, que sirve de base para los trabajos árabes, judíos y cristianos sobre el sentido de sus escrituras sagradas, se duplica mediante una investigación que está más impulsada por el sentido literal. Bashi, Joseph Kara y Samuel ben Meir se apartan de la explicación a manera de midrás, para cultivar la gramática, la lexicografía y hasta la sociología, estableciendo una comparación entre costumbres israelitas y francas. Ellos influirán en exegetas latinos como Andrés de san Víctor. La solidez de sus conocimientos llevó a que la exégesis cristiana cultivara el sentido literal, mostrando el sentido terrestre de la historia judía, en contraposición con el sentido espiritual de la Iglesia.

Pero Tomás de Aquino establece dos principios: 1 °, la meta de la exégesis es el sentido literal, pero no el de la letra misma, sino el pretendido por el escritor inspirado; 2 °, la distinción entre los preceptos morales que no pueden cambiar y los iudicialia, que evolucionan con el desarrollo de la revelación y de las condiciones de vida del pueblo (i-ii, q. 104 a. 3; ii-ii q. 174 a. 6).

Las perspectivas de la exégesis se transformarán a partir del siglo xv.

Una filosofía nominalista separa lo visible de lo invisible y desvirtúa las ideas de figura y de sacramento; la estructura de la Iglesia cristiana experimenta una conmoción tanto por la caída del imperio bizantino como por las herejías y el cisma occidental. En fin, el humanismo trae un método nuevo para el estudio de los textos y la historia de la antigüedad.

A pesar de investigaciones tan interesantes como las de Ricardo Simón, estos métodos para el estudio del Pentateuco no lograrán consistencia hasta el s. xviii, con la filología semítica y los estudios del texto por parte de Witter y Astruc.

Eichorn y luego Ilgen pudieron ya esbozar una síntesis de la teoría documental al observar constantes de vocabulario en varios trechos continuos de relatos. Pero los resultados parecían aún tan poco seguros, que se abandonó por un tiempo esta hipótesis de un Pentateuco he,:ho de documentos que se continúan a través de todo él, sustituyéndola por la teoría de los fragmentos o por la de los complementos (añadidos a un documento básico o aGrundschrift»).

Con Hupfeld se vuelve a la hipótesis documental, pues junto a un documento yahvista (J) y a otro documento básico conocido como el elohísta (el futuro P), él establece firmemente la existencia de un segundo elohísta (el futuro E). Incluido el Deuteronomio (D), el Pentateuco estaría compuesto de cuatro estratos. La teoría documental alcanzó su forma clásica cuando George y luego Graf y Kuenen vieron que las leyes de P eran posteriores a las leyes de D, a su vez posterior a E y J. La coherencia entre los relatos y las leyes entrañaban una conclusión paralela para los relatos. Estas ideas, una vez aceptadas por el conjunto de los especialistas, fueron presentadas con la mayor fuerza persuasiva en los análisis de J. Wellhausen.

Mas este último, que debía mucho a Vatke, presentó sus conclusiones sacadas del análisis literario dentro de una síntesis de la evolución religiosa de Israel, que las confesiones cristianas y la judía no podían admitir, y que por eso, provocó una decisión del magisterio católico (decretos de !a comisión bíblica del 27 de junio de 1906 y del 30 de julio de 1909). Según esta concepción de Wellhausen, Moisés desaparecía como autor; se retenía la fecha del Deuteronomio propuesta por de Wette (s. vii a.C.); el documento sacerdotal posterior quedaba situado después del exilio. El documento E, predeuteronómico, pero ya profético, habría sido redactado en el s. viii (antes de la caída de Samaría) y el documento J, preprofético, habría sido compuesto en el s. ix. El documento J prosigue dicha concepción, es muy poco legalista y, por tanto, la ley, en lugar de preceder a los profetas, está influenciada por ellos. Lo mismo que las leyes, los relatos, hallándose temporalmente distanciados de los acontecimientos narrados, sólo dan testimonio de la época en que fueron redactados. El P. como tal señala el fin del profetismo y el advenimiento, con Esdras, del legalismo judío. El AT, efecto del movimiento profético, no es más que una etapa en el progreso general de la humanidad, progreso que continuará el mundo griego, influyendo ya sobre los libros sapienciales de la Biblia.

Sea cual fuere el valor de los análisis literarios, este esquema eliminaba lo sobrenatural de estos textos, rechazaba el valor del código sacerdotal y ponía en cuarentena el valor histórico de las leyes y tradiciones. Este esquema pareció de momento favorecido por el descubrimiento de los textos cuneiformes (Diluvio, Gilgamesh, y árbol de la vida, Siete tablillas sobre la creación). Así Loisy se apoyó en él para atacar la inerrancia bíblica, y el panbabilonismo hizo del Pentateuco un eco debilitado de la rica civilización babilónica. Pero la arqueología había de aportar muchas otras cosas. El descubrimiento del código de Hammurabi y de sus contactos con las leyes de Israel mostraba que la legislación no era posterior a los profetas, sino que tenía raíces muy anteriores.

La arqueología palestinense (pobre en textos) y la arqueología oriental (rica en textos) permitieron conocer el segundo milenio y, por una serie de indicios, remontarse más allá del movimiento profético, y determinar así el valor de los textos predeuteronómicos del Pentateuco. Los archivos egipcios de Tell el Amarna, los fenicios de Ugarit, los hititas de Asia Menor han esclarecido poderosamente el s. xiv antes de nuestra era (aproximadamente el tiempo de Moisés); los de Mari han arrojado luz sobre la época de los patriarcas y del movimiento de pueblos; los de Biblos han iluminado todo el milenio y los principios de la literatura fenicia alrededor del año 1000 a.C. Algunos críticos han concluido de ahí que debía rechazarse la teoría documental (de Wellhausen). Pero el conjunto de los críticos no olvidan el valor de los análisis de la escuela crítica de los géneros literarios, completada por los estudios de Gunkel y Grossmann (escuela de la historia de las -a formas). Estos análisis, que ya no consideran los textos como síntesis (compilaciones) o documentos, sino que buscan en ellos unidades literarias primitivas, situadas en el tiempo y en la vida, han dado una visión de los textos del Pentateuco más histórica, más religiosa y más próxima a la vida.

2. Problemática actual

No hay acuerdo en la exégesis actual del Pentateuco, monumento aplastante y complejo para los investigadores. Pero hay acuerdo sobre ciertos datos y de algún modo también sobre el método que permite entrar en la inteligencia de los textos y en una síntesis definitiva de los mismos. El Pentateuco se presenta como una ley, una alianza y una historia de la salvación; y puede ser estudiado desde este triple punto de vista confrontando la vida de Israel con las leyes, los tratados y las historias de la salvación en el próximo oriente de la antigüedad.

a) Las leyes. La tórá no es reductible a una ley. Pero, sobre todo en la síntesis definitiva que surgió con el escrito fundamental P, se halla un código o, más exactamente, hay allí varios códigos.

Acaso el decálogo (Éx 20; Dt 5) no deba considerarse como un código. Sin embargo, este carácter tienen £x 34, 17-26 (J), Éx 20, 22-34, 19 (código de la alianza, E), Dt 12-26 (código deuteronómico) y el complejo conjunto de la legislación sacerdotal (Lev 17-26), que supone, como el código deuteronómico, colecciones previas, los textos legislativos de la historia sacerdotal (prescripciones dadas a Noé, según Gén 9, 3-7), la circuncisión (Gén 17), las prescripciones sobre el arca de la alianza y sus ritos en £x 25-30 (35-40), así como ciertas prescripciones del libro de los Números. En fin, hay ciertos códigos a tórót especiales: torá de los sacrificios (Lev 1-6), leyes de la pureza (Lev 11-16) y una serie de textos más bien rituales en Núm. (p. ej., 2829 sobre el número de animales que se debe sacrificar en las diversas fiestas).

Para un estudio comparativo de todos estos textos normativos disponemos ahora de una abundante literatura del cercano oriente, a menudo bien fechada. El descubrimiento del código de Hammurabi ha ido seguido de otros: leyes asirias, hititas y sumerias, que a partir del segundo milenio (Lipit Isthar, Esnuuna) hasta el periodo neobabilonio son cada vez más numerosas. Hay además muchos textos mesopotamios o fenicios, desde Elam hasta la Cartago fenicia sobre la práctica del derecho y las «tarifas» de los dones de los sacrificios.

Así es posible estudiar, datar y comparar el Pentateuco o sea las costumbres del tiempo de los patriarcas consignadas en el Génesis y las leyes mosaicas de los otros cuatro libros. Las nociones mismas que el legislador tiene de la ley, que no es sólo tórá, sino también ordenación (hoq), costumbre (mispat), mandamiento (micwáh), palabra (dábár), pueden ser mejor definidas; lo cual es importante para entender el Pentateuco, sus fuentes y su estructura.

b) La alianza. La tórá se funda en una berit, en una alianza entre Dios y su pueblo. El antiguo oriente conoció una serie de alianzas sancionadas por tratados, generalmente desiguales, entre un vasallo y su soberano, en el tiempo que va entre el tercer milenio y el s. vii a.C. He aquí el esquema, que admite variaciones: después de mencionar los nombres de los contrayentes, un resumen histórico introduce las estipulaciones impuestas por el soberano al vasallo ante los dioses testigos, el vasallo presta juramento (nis""-ilim, más tarde adey en arameo y neo-asirio) de respetarlas, bajo la amenaza de maldiciones en el caso de romper lo pactado, y con las bendiciones correspondientes en caso de fidelidad. A veces se prescribe que el texto sea depositado a los pies de la estatua divina.

Este esquema arroja bastante luz sobre ciertos aspectos del Pentateuco con sus relatos, las prescripciones divinas, el compromiso del pueblo, las maldiciones y bendiciones. El Pentateuco fue ciertamente concebido como un tratado de alianza desigual entre Dios y su pueblo. Hay que notar, sin embargo, que este esquema se aplica más bien a partes, que no al conjunto del libro. Bendiciones y maldiciones aparecen sobre todo al final del Deuteronomio (28-29) y en la ley de la santidad (Lev 26). El esquema no conviene al conjunto de los textos sacerdotales que conciben la torá más bien como un código y no hablan de concluir la alianza (kárat berit), sino de mantenerla o erigirla (héqim). El esquema no conviene tampoco a J, centrado mucho más en una historia de salvación, fundada en las promesas hechas a un rey salvador para su heredero, el cual es depositario de las promesas divinas. Pero puede convenir a E, en que la historia patriarcal y la mosaica sirven de introducción al Decálogo, y luego al código de la alianza con el compromiso del pueblo (Éx 24, 3-8), que va seguido de las maldiciones de Siquem (Dt 27) y de las bendiciones de Moisés (Dt 33). El parentesco de E con el movimiento profético, que reprueba toda alianza excepto la del pueblo con Dios, explica sin duda la utilización del esquema de la alianza para la formulación de la ley a partir de la época profética.

c) Historia de la salvación. Ya los pueblos del antiguo oriente conocían la potencia del mal y esperaban la salvación de un rey enviado por la divinidad. Se decía en Mesopotamia que la realeza había bajado del cielo después del diluvio y las insignias reales estaban depositadas delante del Dios supremo Anu.

En Asiría, el rey era vicario de sus dioses en el combate y, en Egipto, el rey era Horus, que vivía sobre la tierra para regular la vida de la sociedad según el orden cósmico querido por los dioses. La historia, en forma de anales, en Mesopotamia, entre los hititas y en Egipto estaba centrada en la persona del rey. Pero, en Mesopotamia, se habían concebido síntesis históricas sobre las dinastías sucesivas y hasta algunas mostraban cómo la prosperidad o la desdicha dependía de la fidelidad de los reyes a la divinidad o a tal o cual santuario venerado. Una de las preocupaciones de las leyendas fenicias del s. xiv a.C. es establecer la legalidad de la sucesión o la transmisión de la bendición divina, que da poder y fecundidad. La primera síntesis histórica del Pentateuco o documento J presenta una hechura de este tipo, habida cuenta de las particularidades de la religión de Moisés y sus tradiciones. Después de la dinastía de Judá aparecen las bendiciones patriarcales (Gén 49, 10); como ordenación fundamental del culto en el santuario nacional, es decir, dinástico, está la disposición mosaica (Éx 34); el verdadero soberano es Yahveh, que, desde los orígenes, juzga a hombres y animales, escoge a Abraham, suscita a Moisés (y ya no a un rey) como liberador, y gobierna a su pueblo por su providencia.

 

3. Síntesis sobre la composición y teología del Pentateuco.

Estos datos permiten situar mejor la tórá en la vida de Israel. Este pueblo, formado en medio de otros pueblos por una voluntad particular del Dios de Abraham, recibió reglas por medio de Moisés, cuando, liberado de Egipto, alcanzó su autonomía. Las costumbres y ordenaciones que van a ser registradas por escrito son diferentes de las costumbres patriarcales; están ligadas a un tipo de religión que no es ya el tipo de religiones naturales o dinásticas, sino una religión de tipo sobrenatural (intervención directa de Dios en la psicología del hombre) y moral (aprecio de Dios y del prójimo). Pero, en función de la evolución sociológica, histórica y cultural de Israel, estos fundamentos se van a formular en síntesis sucesivas. Sobre la historia de la composición del Pentateuco y el sentido teológico de esta composición histórica, hay aún grandes divergencias, y lo que sigue es un esbozo que alguien discutirá en alguno de sus puntos.

Las tribus que constituyen a Israel transportaron sus tradiciones históricas y sus costumbres no sólo hasta Moisés, sino también a lo largo del período de los jueces bajo el régimen poco unificado de la anfictionía, en que Siquem desempeña un papel central.

Pero Josué en Siquem depende, según una tradición muy firme, de un Moisés legislador, muerto antes de la conquista, y lo esencial del código de la alianza puede remontarse a él, conservándose quizá en el santuario de Gilgal con sus doce estelas (Éx 24, 4-8).

Tradiciones jurídicas e históricas serán recogidas en las síntesis, cuyo conjunto forma el Pentateuco actual. Una de ellas puede distinguirse a través del estrato J del Pentateuco. Centrada en el sur, Mamré-Hebrón, Bersabé y aun Cades, pudo haber sido el documento que legitimaba la monarquía de David en Hebrón. En todo caso, la tradición fue recogida en una síntesis más vasta, donde la dinastía de David es la de las doce tribus unificadas. Exalta la providencia de Yahveh, Dios nacional, que dirige a los patriarcas lo mismo que al rey. Pero patriarcas y reyes no dominan sus familias ni son dueños de las situaciones.

No son sus primogénitos los que heredan sus bendiciones, sino aquel a quien Dios escoge, a veces por deseo de una mujer. Este relato, desconfiado frente a Egipto y su sabiduría, tan influyente en la corte de Salomón, puede ser una historia de salvación consignada por el sacerdocio de Jerusalén, para mostrar la legitimidad de Salomón, heredero, pero no primogénito de David, y poner en guardia a él y a sus sucesores contra el olvido de las tradiciones y costumbres nacionales. Se lo puede fechar a fines del reinado de Salomón (s. x a.C.).

El documento elohísta no es tanto una historia de salvación cuanto una síntesis de las tradiciones históricas y de los textos jurídicos premonárquicos.

Redactado probablemente en el reino del norte (sin dinastía legítima), lo está en forma de tratado de alianza, para guardar la fe y esperanza de Israel sobre la base premonárquica de Moisés, el levita. De espíritu profético, se lo podría muy bien fechar en la primera mitad del s. vii a.C.

El Deuteronomio era al principio una repetición de este tratado de alianza. Redactado probablemente por levitas del norte que huyeron ante la conquista asiria, está centrado en el culto del único santuario legítimo de Jerusalén, capital de la monarquía davídica y garantía exclusiva de un estado israelita.

Fundado sobre el decálogo, agrupa colecciones procedentes de santuarios del norte, pero se inspira en procedimientos sapienciales, sustituyendo los relatos históricos por discursos, donde pueden hallarse parénesis que comentan uno que otro punto del decálogo. Da parte importante a las instituciones: reyes, jueces, profetas y sacerdoteslevitas, que son los guardianes de la torá de Moisés, incluso frente al rey.

Este tratado sobre la torá fue insertado luego en la gran historia deuteronómica, indicando allí el sentido del don de Dios, que es su fidelidad y voluntad salvífica, a pesar de las prevaricaciones del pueblo y de sus dirigentes. Su redacción no puede ser anterior a la caída de Samaría, ni posterior al 622 a.C.

Lo mismo que el Deuteronomio, la ley de santidad es también una colección y tiene un esquema muy parecido; contiene las más antiguas colecciones jurídicas y termina con maldiciones y bendiciones.

Redactada en suelo de Judea, fue incorporada durante el destierro a la gran historia sacerdotal, en que ha desaparecido la realeza, y el sacerdocio de Aarón hereda sus funciones.

Esta historia se orienta hacia la instalación en la tierra prometida, y en ella el primer éxodo es signo del segundo. Se precisan los términos de la alianza para un Israel disperso, y la teología de un Dios creador de todas las naciones está más avanzada. Estos textos sacerdotales serán completados y retocados al retorno del destierro en función de la instauración del culto en el nuevo templo.

En esta actualización hay que reconocer una parte decisiva a Esdras, como lo testifica el rescripto que él recibió de la corte persa (Esd 7, 4-21) y la tradición registrada por el libro iv de su nombre y los padres Imagenes de la Santa Inquisicion Moderna.



Expansão da Consciência

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EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA

Trata-se de técnicas terapêuticas de desenvolvimento pessoal e de abertura da consciência com enfoque na cura (não na doença) e na valorização das experiências positivas para ajudar a pessoa a reconstruir-se, a abrir-se ao positivo, à alegria de viver, à luz, ao seu potencial de inteligência total.

Filosoficamente, isto agrada muito a todos, seja qual for seu objetiva, sua busca, isto é, seja visando o desenvolvimento pessoal no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, na vida quotidiana em geral, seja visando a cura física ou psicológica e/ou abertura aos potenciais interiores para alcançar uma vida plena, em todos os aspectos.

A idéia básica é o reconhecimento do potencial de transformação que todo ser humano tem, abrindo e expandindo a consciência às múltiplas dimensões do Ser que cada um é. Por isso, a expansão da consciência provoca experiências transformadoras profundas e radicais no indivíduo, quanto à sua visão de homem e de mundo, quanto à maneira de viver seu corpo, suas emoções, seu psiquismo e seu espírito, que é humano no tempo e divino na eternidade.

Na Expansão de Consciência, nossa mente transcende os limites do espaço, do tempo e da causalidade linear. Confundida, muitas vezes, com "estado alterado", "modificado" ou "estado não ordinário de consciência", ela é, pelos seus objetemos e resultados, muito mais ampla pois, como o nome mesmo indica, não há perda da consciência, nem nenhum tipo de descontrole.

A consciência que o indivíduo tem de si mesmo apenas se expande, se alarga, abrangendo outras dimensões de si mesmo, enquanto consciência individual e coletava. Sem perda da identidade própria, a pessoa sente que é, simultaneamente, alguém ou algo mais e que está, ao mesmo tempo, em outro lugar, pois é a consciência que transcende os limites do espaço, do tempo e da causalidade linear. De uma certa maneira, estando a consciência em expansão, o indivíduo, durante um período, transcende o tempo linear, mergulhando num universo governado pela "sincronicidade"* (no sentido junguiano). Nesse período, ele vive experiências que desafiam o paradigma científico existente e o chamado "bom senso" defendido pelo nosso mental. Como a expansão da consciência ocorre em conseqüência de uma decisão consciente do indivíduo, ela seguramente leva a uma evolução espiritual e a um despertar dos potenciais inconscientes, tais como habilidades, conhecimentos e sabedoria que toda pessoa possui. Realizada a partir de técnicas de relaxamento profundo, viagem imaginária e/ou de respiração "holotrópica", dentre outras, ela conduz à meditação, à regressão, à projeção no futuro, às chamadas experiências oceânicas ou cósmicas e às de identificação, isto é, ela conduz ao mergulho nas profundezas do inconsciente individual e até mesmo no inconsciente coletiva e no planetário. Por isso, ela permite o acesso às memórias inconscientes de nossa infância, nascimento e vida fetal, ao despertar dos potenciais individuais, como também ao futuro, que depende da consciência do presente para se realizar. Nessa viagem interior, não há guia, não há mestre, pois o próprio indivíduo - visto e sentido como ser holístico, global - é que é o guia, o mestre, não importa qual é seu ponto de partida, sua religião, suas crenças ou em que nível de consciência ele se encontra naquele momento. Numa vibração de amor incondicional, o terapeuta o acompanha para ajudá-lo a confiar em sua dimensão mais elevada, em seu próprio processo de abertura.

Antena Emissora/Receptora de todo o Universo

O homem tem um cérebro. Mesmo que a ciência tenha localizado nele o chamado "centro da memória", ele não é a memória, não é a consciência do homem. Mas é através do cérebro que a consciência se expande, pois há um equilíbrio entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande. Por isso, quanto mais se trabalha e se compreende o infinitamente pequeno, mais se alcança o infinitamente grande.

Sendo o homem o microcosmo, ele é a gota que contém todo o oceano.

Como no universo tudo é vibração, é ritmo, é criação permanente, o que se passa no interior do homem é o que se passa no universo. E o que se passa no infinitamente grande somos nós que o criamos, pois tudo é extremamente interligado. Por isso, o nível de consciência de cada homem tem repercussões sobre todo o universo e não podemos fazer qualquer coisa, a qualquer um, de qualquer maneira, sem sofrermos as conseqüências como ser individual e como ser coletava.

A sabedoria está em reconhecer que a grandeza do homem está na compreensão dos seus limites. É por isso que, ao se desligar da sua consciência cósmica, planetária, o homem se identificou com o seu ego, com o seu pequeno eu, esquecendo-se de que é seu próprio criador.

O que cada um faz ou pensa e o que acontece a um tem reflexos sobre tudo e todos, não sendo, portanto, algo vindo de fora, exterior e alheio à responsabilidade do homem. Através do nosso cérebro, que funciona como uma antena, nos tornamos co-responsáveis por tudo que acontece no universo. Nosso cérebro recebe influências exteriores e gera influências sobre o exterior. Funcionando como uma antena, é através dele que o homem é emissor e receptor de todo o universo, podendo ter acesso a tudo. Em sua afetividade, ele produz eletromagnetismo em 4 níveis diferentes, que podem ser medidos por Eletro-Encéfalo-Grama (método criado por H. Berger).

Segundo ele, há 4 tipos de ondas vibratórias: Beta, Alfa, Teta, Delta.

No nível beta o cérebro emite ondas de 40 ciclos/segundo e a pessoa está 80% desperta. Fisicamente, ela está em estado de vigília, de olhos abertos, percebendo o mundo físico através dos seus sentidos. Tudo o que é ligado à lógica, ao raciocínio, ao pensamento, isto é, a uma atividade mental, corresponde a esse nível, que é o da consciência do mundo material, percebida através dos nossos cinco sentidos.

As ondas vibratórias emitidas pelo cérebro em estado alfa são de 12 ciclos/segundo. Fisicamente, a pessoa está de olhos fechados, com os sentidos parcialmente adormecidos, num estado de descontração e relaxamento profundo, que corresponde ao pré-sono ou adormecimento. Esse nível, que é comum antes do sono profundo e um pouco antes de acordar totalmente e que Jung chamou de estado "hipnagógico", corresponde ao que chamamos "consciência superior", pois a pessoa ultrapassa a barreira mental e entra num estado de percepção extra-sensorial, tendo pensamentos intuitivos e criativos.

No nível teta, as ondas cerebrais são de 8 ciclos/segundo e a pessoa está de olhos fechados, inconsciente e com todos os sentidos adormecidos. O corpo está apenas na sua função automática e a pessoa se encontra insensível à dor. Esse estado corresponde ao de hipnose profunda.

A atividade cerebral no nível delta é muito lenta, isto é, de ½ a 4 ciclos/segundo. Nesse nível, os sentidos estão completamente adormecidos e a pessoa está totalmente inconsciente " o que corresponde a um estado de coma profundo, de sono profundo ou de anestesia geral. O sono nosso de cada dia Como o nome mesmo indica, no processo de expansão da consciência, a pessoa não está inconsciente, isto é, a sua consciência está apenas em expansão. Por isso, nós trabalhamos em estado alfa e ajudamos a pessoa a permanecer nesse estado, pois ele lhe permite controlar o que acontece. Caso contrário, ela pode trazer cargas emocionais do passado sem compreendê-las.

Os estados teta e delta são considerados "estados visionários" pois, estando a consciência mental totalmente adormecida, a pessoa se encontra imersa no inconsciente. Nesse caso, tanto o sono nosso de cada dia, quanto o coma profundo ou uma anestesia geral podem se tornar extraordinários processos de auto-ajuda.

Embora algumas pessoas passem por profundas transformações graças às memórias individuais ou coletivas que trazem das experiências de cirurgia ou de coma, a maioria delas não se lembra do que aconteceu, nem procura compreendê-las depois. Entretanto, o processo acontece assim mesmo no nível inconsciente, podendo se manifestar no nível consciente ou não. Daí, a importância de um acompanhamento especial pré e pós operatório para ajudar a pessoa a viver a experiência de maneira consciente, compreendendo o seu significado para a sua vida. A cada noite bem dormida, reabastecemos nossa consciência quotidiana de uma nova e mais elevada compreensão da vida.

Também, é importante reconhecer a importância do sono profundo (e conseqüentemente, dos sonhos) na nossa vida.

Através dos sonhos, a consciência nos coloca em contacto com mensagens e ensinamentos simbólicos necessários à nossa vida diurna. Assim é que a cada noite bem dormida, estamos inconscientemente reabastecendo nossa consciência quotidiana de uma nova e mais elevada energia de compreensão da vida.

No caso de insônia, o que acontece é o contrário, isto é, a pessoa, estando demasiadamente voltada para o mundo exterior, não consegue desligar-se das solicitações externas e reabastecer-se das energias da sua consciência superior. Descobrindo potenciais interiores.

Considerando-se que, em estado de vigília, normalmente o nosso cérebro produz ondas em ritmo beta, seja com a finalidade de meditação, de autoconhecimento, de busca do potencial interior, de cura ou de regressão, a expansão da consciência começa sempre com relaxamento físico e mental, quando o nível da atividade cerebral se torna mais lento, produzindo ondas alfa. Nesse estágio, a pessoa se torna calma, tranqüila, em paz e harmonia consigo mesma, pois quanto mais profundo é o relaxamento, mais lenta é a atividade cerebral e mais a consciência se abre. Nessa fase de profundo relaxamento, a pessoa tem a sensação de estar flutuando e seu campo visual (por detrás dos olhos fechados) se torna rico em cores e, às vezes, animado por formas geométricas.

Segundo Grof, essas visões geométricas "refletem a arquitetura interna da retina e de outras partes do sistema óptico". A partir daí, começam a aparecer os sinais físicos de expansão da consciência, tais como ligeira palidez, as pálpebras "piscam" ou tremem intensamente e, sobretudo o tom de voz muda sensivelmente, tornando-se mais calma e suave ou mais grave, ou infantil, e etc., conforme os conteúdos que emergem do inconsciente da pessoa.

Tenho encontrado alguns clientes que, nesse estágio, falam línguas que jamais estudaram e outros que falam até mesmo línguas há muito desaparecidas. Isto, além de se descobrirem com capacidades, nunca antes imaginadas, que se manifestam à medida que avançam em sua caminhada interior. Embora nosso enfoque privilegie a experiência "positiva", esse mergulho no mundo interior pode despertar memórias "negativas", dolorosas do passado - memórias essas bloqueadas no inconsciente da pessoa, mas que continuam a influenciá-la, sendo muitas vezes a origem dos seus males do presente. Por isso, nesse processo de expansão da consciência, o indivíduo se desperta para o seu potencial de cura, inclusive física, compreendendo que na vida nada é negativo ou positivo, pois tudo contém ensinamentos, e que a doença ou sofrimento, não é castigo, nem fruto do acaso.

Ela é uma expressão da alma através do corpo, é um ensinamento que deve levar o homem a transformar-se interiormente e a evoluir.

É a consciência da doença e a aceitação das suas causas reais que permitirão acelerar o processo de cura.

Encontrar as causas profundas, a origem real de uma doença ou de um problema permite melhor compreender o caminho de vida, abrir a consciência para o Ser interior, aliviar os sofrimentos da existência, viver uma vida mais rica e, sobretudo mudar o nosso futuro.

Portanto, esse trabalho de expansão de consciência, além de possibilitar uma abertura ao potencial de inteligência e de criação presente em todo ser humano, permite também que a pessoa se liberte das seqüelas do passado, das experiências "negativas" que a fazem ver o mundo, a vida e a si mesma através de uma percepção limitada, contaminada pelas suas ambivalências de amor e ódio, pelas suas "máscaras" sociais, pelos seus medos, julgamentos, culpas, apegos, conceitos e preconceitos.

Liberar conscientemente as memórias "negativas" do inconsciente, esvaziando-o, permite que o indivíduo tenha acesso às suas memórias "positivas", libertando-se para uma vida mais feliz. Por isso, a expansão da consciência provoca experiências transformadoras profundas e radicais no indivíduo. A comunicação consciente com o inconsciente permite o acesso aos nossos potenciais de cura, conhecimentos, habilidades, dons e sabedoria.

Além de possibilitar autoconhecimento, cura física, emocional e espiritual, nossas técnicas de expansão de consciência não têm apenas objetivo de regressão, mas também de projeção no futuro, que existe em potencial no coração de cada um de nós e pode ser construído em função das compreensões alcançadas no presente. Elas ajudam, também, a pessoa a descobrir, ampliar e utilizar, à luz da consciência do presente, seus potenciais interiores de conhecimentos, habilidades, dons e sabedoria. Isto, porque "o mundo interior não se reduz apenas às memórias do passado nele depositado, ele continua uma permanente atualidade, um eternal presente.

Sua ordem não é apenas a reconstituição do Ser, mas a sua revelação". Por isso, transformando-se de dentro para fora, a pessoa se renova em todos os aspectos.

Com a sua consciência expandida, ela passa a ver e a compreender as pessoas, o mundo e os acontecimentos, não sob um ângulo ou outro, nem limitados a um aspecto ou outro, mas à luz da totalidade.

*Sincronicidade, no sentido junguiano, é a ocorrência de eventos que coincidem no tempo e no espaço, que nem sempre obedecem às leis da causalidade, mas que estabelecem conexões psicológicas significativas.

Artigo retirado a home page: http://www.vitriol.com.br/artigo_expansao.htm Não vinha referenciado o nome do autor

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